A revolução tecnológica trouxe grandes facilidades, popularizou o vídeo, mas está trazendo alguns transtornos. Estes são devido as inúmeras maneiras de se produzir um material audiovisual. São múltiplas maneiras nem sempre compatíveis entre elas.
Hoje tive buscar uma solução mais barata de camcorder no formato miniDV. Poderia ser até mesma uma da linha doméstica. Não foi fácil encontrar. Os modelos disponíveis são na maioria em formato HD que gravam na compressão AVC e suas variantes, através de cartões de memória.
A compressão AVC trabalha com uma taxa de compressão elevada. Exigindo um processamento maior e isto nos leva a uma CPU superior aos DuoCore, memória RAM de 2GB, HDs com velocidade elevada. A compressão é toda feita via software e não há programas antigos que trabalhem com este codec. Assim a maioria das máquinas não está apta a trabalhar com ele. Não vamos nem falar o preço de um bom pacote do Adobe. O orçamento que recebi foi superior a sete mil reais para o pacote e mais sete mil para o hardware.
Vi um colega comprar uma camcorder desta e se arrepender, pois não sabia como manipular as imagens gravadas, não sabia como, nem tinha dinheiro para comprar uma ilha deste porte.
Voltando aos transtornos, imagine como é trabalhar com o formato MPEG2. Ele não é um formato fechado. É só um modelo matemático que permite N variações de seus parâmetros. Estimasse que haja pelo menos 32 maneiras de se programar sua codificação. Pode-se escolher a taxa de compressão, que irá influenciar no tamanho dos arquivos. Pode se escolher qual a maneira de se transportar o arquivo, aqui o bicho pega.
Então porque não trabalharmos com outros formatos? Muitos deles são ótimos para se trabalhar na internet, para produções não profissionais, mas em se falando de qualidade em Broadcast, ainda é um formato muito aceito. Veja a Sony que trabalha e aposta ainda em equipamentos MPEG2, agora com sua evolução o MPEG2 LongGOP.
Outro transtorno, são as produtoras que estão substituindo a dupla PC-windows pela dupla MAC- FinalCut. Eles sofrem quando precisam exportar seus arquivos para formatos que não sejam o Quicktime. Alias, você sabe por que o player do QT é mais aceito em aplicações profissionais? Porque com ele você tem comandos similares aos comandos de um VT profissional. São ágeis e de fácil procura da cena ou frame.
O grande transtorno é essa integração da informática, da eletrônica de consumo com o mundo broadcast, na procura do mundo anycast.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
Canais Comunitários ou Locais.
Os pequenos canais, principalmente os canais denominados Comunitários ou Locais, utilizam-se de uma infra-estrutura
bastante enxuta e tem a Tv a cabo como meio de distribuição e transmissão de seu sinal.
Normalmente utiliza-se de um uma mesa máster exibidora bastante modesta. Caracterizado como um seletor de canais para escolher a fonte de vídeo, interligado a um transcoder NTSC para PALM e a um equipamento de transmissão. Este pode ser um Tx de fibra ótica ou um modulador de RF, muitas vezes cedido pela distribuidora de TV a cabo.
O grande problema de se trabalhar com essa estrutura enxuta é a manutenção da qualidade de sinal. Não há uma verba suficiente para se adquirir, por exemplo, aparelhos de monitoração do sinal, como um vectorscope ou waveform, que possam indicar a qualidade técnica do sinal, para que este fique dentro das normas técnicas. Vale lembrar que nos novos receptores e encoders digitais, toda vez que o sinal fica abaixo destes valores, o sinal é substituído por um color bars, o código de barras.
O uso do modulador de RF exige que o prédio, onde está instalado a emissora
geradora do sinal, esteja próxima ao Headend ( centro de captação e transmissão) da operadora de TV a cabo, para que se evite a degradação do sinal, pois há que se respeitar os níveis de atenuação e degradação inerentes do cabo de RF. Esta distância não pode ser superior a 200 metros.
Outro agravante é que muitos canais utilizam-se de players domésticos ou de uma linha industrial que tem uma durabilidade curta e se desgastam facilmente com o tempo. Outro problema crítico é a qualidade dos cabos e o uso excessivo de adaptadores nas conexões.
Alguns canais utilizam-se de pequenos estúdios para gerarem algum produto jornalístico, como por exemplo, um simples telejornal ou programa de entrevistas.
Há casos ainda de alguns canais utilizarem-se de uma ilha de edição não linear para poder exibir o conteúdo do canal. Esta ilha é montada em uma sala ou pequeno espaço cedido dentro do próprio Headend
da operadora. Há um ganho de qualidade, pois se evita todas as perdas do cabeamento e como o material está num time line, em AVI, a qualidade tende a ser maior. É instalado um plugin no software editor para que o time line seja reproduzido em looping.
O inconveniente disto é o acesso de terceiros as dependências da operadora, principalmente ao seu Headend.
bastante enxuta e tem a Tv a cabo como meio de distribuição e transmissão de seu sinal.Normalmente utiliza-se de um uma mesa máster exibidora bastante modesta. Caracterizado como um seletor de canais para escolher a fonte de vídeo, interligado a um transcoder NTSC para PALM e a um equipamento de transmissão. Este pode ser um Tx de fibra ótica ou um modulador de RF, muitas vezes cedido pela distribuidora de TV a cabo.
O grande problema de se trabalhar com essa estrutura enxuta é a manutenção da qualidade de sinal. Não há uma verba suficiente para se adquirir, por exemplo, aparelhos de monitoração do sinal, como um vectorscope ou waveform, que possam indicar a qualidade técnica do sinal, para que este fique dentro das normas técnicas. Vale lembrar que nos novos receptores e encoders digitais, toda vez que o sinal fica abaixo destes valores, o sinal é substituído por um color bars, o código de barras.
O uso do modulador de RF exige que o prédio, onde está instalado a emissora
geradora do sinal, esteja próxima ao Headend ( centro de captação e transmissão) da operadora de TV a cabo, para que se evite a degradação do sinal, pois há que se respeitar os níveis de atenuação e degradação inerentes do cabo de RF. Esta distância não pode ser superior a 200 metros.Outro agravante é que muitos canais utilizam-se de players domésticos ou de uma linha industrial que tem uma durabilidade curta e se desgastam facilmente com o tempo. Outro problema crítico é a qualidade dos cabos e o uso excessivo de adaptadores nas conexões.
Alguns canais utilizam-se de pequenos estúdios para gerarem algum produto jornalístico, como por exemplo, um simples telejornal ou programa de entrevistas.
Há casos ainda de alguns canais utilizarem-se de uma ilha de edição não linear para poder exibir o conteúdo do canal. Esta ilha é montada em uma sala ou pequeno espaço cedido dentro do próprio Headend
da operadora. Há um ganho de qualidade, pois se evita todas as perdas do cabeamento e como o material está num time line, em AVI, a qualidade tende a ser maior. É instalado um plugin no software editor para que o time line seja reproduzido em looping.O inconveniente disto é o acesso de terceiros as dependências da operadora, principalmente ao seu Headend.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
O ombro amigo.
“Eu quero ter um milhão de amigos para poder contar... eu quero ter um milhão de amigos para poder gravar...”
O bom ombro amigo é aquele em que podemos confiar. Podemos relatar os nossos mais profundos segredos, angústias e desejos. Às vezes ficamos trêmulos, nossas mãos deixam de ficar firmes, os nossos músculos ficam tensos, a ansiedade nos toma de assalto, a boca fica seca e os olhos parecem turvos.
Precisamos relaxar, nos concentrar, nos focar, segurar todo esse sentimento incontrolável, afinal nós vamos fazer uma gravação de vídeo e lhe digo que sempre o ombro amigo é a solução. Este ombro amigo é o tripé de sua câmera.
Parece mal ajeitado, incômodo de se levar, ignorado e desprezado por muitos. É mau tratado pelo seu carregador, que o deixa bater em cada canto, em cada quina que ele encontrar pela longa trilha para se chegar no objetivo tão esperado.
Pode confiar. É ele que vai lhe garantir a estabilidade necessária para se obter boas imagens. É ele que vai garantir que o editor não use somente frames daquela tão sacrificante aventura que você realizou para obter as imagens. Imagens, que quem sabe, poderiam lhe permitir melhorar a sua vida.
O seu ombro pode ser comprometido pelas emoções incontidas do momento. O ombro amigo, ao contrário, pode ser comprometido pelos maus tratos que recebe na sua manutenção, no seu uso.Um ombro amigo deve se guardado a sete chaves, bem próximo do peito... e dentro do seu case.
O bom ombro amigo é aquele em que podemos confiar. Podemos relatar os nossos mais profundos segredos, angústias e desejos. Às vezes ficamos trêmulos, nossas mãos deixam de ficar firmes, os nossos músculos ficam tensos, a ansiedade nos toma de assalto, a boca fica seca e os olhos parecem turvos.
Precisamos relaxar, nos concentrar, nos focar, segurar todo esse sentimento incontrolável, afinal nós vamos fazer uma gravação de vídeo e lhe digo que sempre o ombro amigo é a solução. Este ombro amigo é o tripé de sua câmera.
Parece mal ajeitado, incômodo de se levar, ignorado e desprezado por muitos. É mau tratado pelo seu carregador, que o deixa bater em cada canto, em cada quina que ele encontrar pela longa trilha para se chegar no objetivo tão esperado.
Pode confiar. É ele que vai lhe garantir a estabilidade necessária para se obter boas imagens. É ele que vai garantir que o editor não use somente frames daquela tão sacrificante aventura que você realizou para obter as imagens. Imagens, que quem sabe, poderiam lhe permitir melhorar a sua vida.
O seu ombro pode ser comprometido pelas emoções incontidas do momento. O ombro amigo, ao contrário, pode ser comprometido pelos maus tratos que recebe na sua manutenção, no seu uso.Um ombro amigo deve se guardado a sete chaves, bem próximo do peito... e dentro do seu case.
domingo, 19 de julho de 2009
Michael Jackson
Com a perda deste ícone pop da música internacional, nós perdemos um dos criadores e inovadores do vídeoclip.
Antes dele os videoclips eram mal acabados e usam os escassos efeitos especiais. Eram cromakeys toscos, com recortes primitivos e mal iluminados.
Quando Michael convidou diretores de cinema para a concepção e direção dos clips, estes ganharam em grandiosidade, bem como em custos de produção. Foi ele que trouxe os efeitos Morphos para o vídeo, utilizando a técnica e o software criados por James Cameron para o filme Exterminador do Futuro.
Houve uma revolução nos processos de criação, os efeitos óticos antes criados pelos Turnkey ADO ou Mirage, deram lugar a poderosos softwares e seus plugins. O que ele não faria com uma plataforma Inferno?
A linguagem dos vídeos também mudou. Passou a contar pequenas estorinhas, como se fossem pequenos curta-metragens.
O tempo passou e o que vemos hoje são clips onde só se vê muita dança sem graça e com uma forte apelação sensual. Acabaram-se os clips usando animação, como os de Peter Gabriel, os clips com sequências bem gravadas em locações.... estou ficando velho....
Como seria o clip de Michael Jackson, hoje, no século 21?
Antes dele os videoclips eram mal acabados e usam os escassos efeitos especiais. Eram cromakeys toscos, com recortes primitivos e mal iluminados.
Quando Michael convidou diretores de cinema para a concepção e direção dos clips, estes ganharam em grandiosidade, bem como em custos de produção. Foi ele que trouxe os efeitos Morphos para o vídeo, utilizando a técnica e o software criados por James Cameron para o filme Exterminador do Futuro.
Houve uma revolução nos processos de criação, os efeitos óticos antes criados pelos Turnkey ADO ou Mirage, deram lugar a poderosos softwares e seus plugins. O que ele não faria com uma plataforma Inferno?
A linguagem dos vídeos também mudou. Passou a contar pequenas estorinhas, como se fossem pequenos curta-metragens.
O tempo passou e o que vemos hoje são clips onde só se vê muita dança sem graça e com uma forte apelação sensual. Acabaram-se os clips usando animação, como os de Peter Gabriel, os clips com sequências bem gravadas em locações.... estou ficando velho....
Como seria o clip de Michael Jackson, hoje, no século 21?
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Unidade portátil de gravação ou Robozinho
Em muitas ocasiões, para a gravação de uma entrevista mais elaborada, a gravação de um pequeno show, onde haja a necessidade gravar/ enfocar muitos elementos em cena, é utilizado uma Unidade de externa, não um veículo especializado, mas o que chamo de unidade portátil de gravação ou produção, por muitas vezes chamado de robozinho.
Esta unidade é capaz de receber pelo menos 3 sinais de câmera, muitas vezes camcorders e é operada por um diretor de imagens.
Esta unidade não utiliza um gerador de caracteres, pois o material é gravado e posteriormente será editado em uma ilha de edição, onde receberá o tratamento gráfico. Ela tem um equipamento de áudio capaz de receber alguns microfones e de receber um sinal retirado de uma mesa de áudio maior ou de um PA, no caso de um show (esta mandada precisa ter sua qualidade controlada pela equipe).
Este sistema pode ser montado dentro da própria emissora ou adquirido no mercado. Neste temos a opção de compra de um Tricaster da NewTek ou ainda das soluções oferecidas pela Data Vídeo com suas versões SM600, 800 ou 1000. .
Esta unidade é capaz de receber pelo menos 3 sinais de câmera, muitas vezes camcorders e é operada por um diretor de imagens.
Esta unidade não utiliza um gerador de caracteres, pois o material é gravado e posteriormente será editado em uma ilha de edição, onde receberá o tratamento gráfico. Ela tem um equipamento de áudio capaz de receber alguns microfones e de receber um sinal retirado de uma mesa de áudio maior ou de um PA, no caso de um show (esta mandada precisa ter sua qualidade controlada pela equipe).
Este sistema pode ser montado dentro da própria emissora ou adquirido no mercado. Neste temos a opção de compra de um Tricaster da NewTek ou ainda das soluções oferecidas pela Data Vídeo com suas versões SM600, 800 ou 1000. .O mais interessante no equipamento SM1000 é a presença de um
sistema de Tally ( indicador da câmera selecionada) e a do intercom, para a conversa entre os operadores. O material é gravado em gravadores digitais que só precisam ser levados depois para a ilha de edição.
Para a garantia das imagens ou para se ter um ângulo diferenciado para os insertes posteriores, as camcorder, normalmente utilizadas nestes casos, podem também gravar o material em suas fitas que devem estar corretamente identificadas.
sistema de Tally ( indicador da câmera selecionada) e a do intercom, para a conversa entre os operadores. O material é gravado em gravadores digitais que só precisam ser levados depois para a ilha de edição.Para a garantia das imagens ou para se ter um ângulo diferenciado para os insertes posteriores, as camcorder, normalmente utilizadas nestes casos, podem também gravar o material em suas fitas que devem estar corretamente identificadas.
Ideal para apoiar os trabalhos jornalísticos.
Qualquer que seja a sua escolha, vale lembrar que estamos falando de soluções que tem o seu preço começando em 5000 dólares. Mas dá uma vontade incrível em ter um destes em casa.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Mundo Digital x Realidade
Vou deixar o meu lado técnico de lado neste momento e exercitar o meu papel de radialista formador de opinião.
Neste último mês, vi pela mídia em geral diversos acontecimentos que somados as minhas leituras tecnológicas, me levaram a pensar o quanto a nossa realidade é ou pode ser manipulada por fortes interesses.
Vi a pouco uma entrevista de um ícone do jornalismo mundial, Gay Talese, falar sobre o jornalismo moderno, onde tanto o jornalista quanto a população em geral, vivem presos dentro do mundo dos laptops, sem se levantarem e irem até a janela e ver o mundo real.
Que mundo realmente estamos vendo?
Vemos imagens da revolta de jovens após as eleições no Irã através de imagens geradas por celulares e webcams. A baixa resolução das imagens, onde se é impossível identificar com certeza o cenário e as pessoas, nos levam a desconfiar da veracidade dos fatos. Analisando por este aspecto somente, poderíamos aceitar as imagens do homem na Lua?
Com a popularização mundial do uso das câmeras digitais e os softwares de manipulação, digo edição de imagens como o Photoshop, quem garante a imagem e/ou fato?
Com o desenvolvimento dos ambientes virtuais através de sofisticadas ferramentas de criação em 3D, o nosso velho cromakey só é aceito em apresentações de programas de entretenimento e o que falar das backprojection usadas nos hoje velhos filmes de cinema?
Já pensei diversas vezes em destruir o meu DVD do Flash Gordon, só não os destruí por causa da trilha do Queen.
O uso destes novos recursos ainda se concentram em atividades de entretenimento como jogos em realidade 3D ou programas de TV como a minissérie Maysa da Globo ou em novelas.
Estará em votação a reforma eleitoral que prevê o uso da internet como ferramenta de divulgação. Será que não serão criadas realidades virtuais que possam favorecer determinadas ideologias?
Deu tilt na minha cabeça. Acho que vou parar e ir assistir o novo Exterminador do Futuro e depois ficar esperando a imagem do retorno do homem a Lua em 2020.
Neste último mês, vi pela mídia em geral diversos acontecimentos que somados as minhas leituras tecnológicas, me levaram a pensar o quanto a nossa realidade é ou pode ser manipulada por fortes interesses.
Vi a pouco uma entrevista de um ícone do jornalismo mundial, Gay Talese, falar sobre o jornalismo moderno, onde tanto o jornalista quanto a população em geral, vivem presos dentro do mundo dos laptops, sem se levantarem e irem até a janela e ver o mundo real.
Que mundo realmente estamos vendo?
Vemos imagens da revolta de jovens após as eleições no Irã através de imagens geradas por celulares e webcams. A baixa resolução das imagens, onde se é impossível identificar com certeza o cenário e as pessoas, nos levam a desconfiar da veracidade dos fatos. Analisando por este aspecto somente, poderíamos aceitar as imagens do homem na Lua?
Com a popularização mundial do uso das câmeras digitais e os softwares de manipulação, digo edição de imagens como o Photoshop, quem garante a imagem e/ou fato?
Com o desenvolvimento dos ambientes virtuais através de sofisticadas ferramentas de criação em 3D, o nosso velho cromakey só é aceito em apresentações de programas de entretenimento e o que falar das backprojection usadas nos hoje velhos filmes de cinema?
Já pensei diversas vezes em destruir o meu DVD do Flash Gordon, só não os destruí por causa da trilha do Queen.
O uso destes novos recursos ainda se concentram em atividades de entretenimento como jogos em realidade 3D ou programas de TV como a minissérie Maysa da Globo ou em novelas.
Estará em votação a reforma eleitoral que prevê o uso da internet como ferramenta de divulgação. Será que não serão criadas realidades virtuais que possam favorecer determinadas ideologias?
Deu tilt na minha cabeça. Acho que vou parar e ir assistir o novo Exterminador do Futuro e depois ficar esperando a imagem do retorno do homem a Lua em 2020.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Gravando com lapela
Em minhas andanças de manutenção, sempre vou encontrando as “ falhas técnicas” por aí.
Fui resolver um problema de sistema e me deparei com um problema de áudio em um programa ao vivo. Os técnicos do Headend não conseguiam equilibrar o áudio que era entregue para a modulação. Apesar dos muitos ajustes do compressor, não conseguiam ajustar a qualidade do áudio e o cliente só reclamava.
Fui analisar o programa e descobri que no pequeno estúdio, haviam três microfones de lapela abertos e mal posicionados nos apresentadores.
Conversando com os operadores, descobri que o controle de trim ( ganho de entrada) da mesa de áudio, estava muito alto, assim os faders individuais e o do máster estavam sendo subutilizados, muito baixos. Desta maneira, toda vez que os apresentadores se entusiasmavam, ocorria um over no canal, que era compensado no fader e não no trim.
Estavam tentando tirar este erro, no compressor antes da modulação do sinal.
Deve-se sempre observar que a operação com microfones de lapela, geralmente omnidirecionais, exige uma atenção especial. Se for um programa jornalístico, onde o tom de voz sempre é moderado, o ganho de trim exige menos cuidado, pois o vazamento entre eles não é tão crítico. Já em outros, a proximidade dos usuários e a mudança dos tons de voz vão ocasionar diversos problemas de vazamento, além da influência da acústica do ambiente. Assim trabalhamos com um trim moderado e o operador deve estar completamente focado no áudio, não deixando os faders abandonados e de preferência com um bom fone de ouvido ou um bom monitor de áudio.
Outro cuidado a se observar, é que se vc estiver utilizando um lapela que trabalhe com pilhas, por exemplo um Sony da família dos ECM, a carga delas irá influenciar no desempenho do microfone.
Não despreze o áudio. Se apanhamos em fazer um áudio estéreo, imagine quando fizermos um 5.1 ou 7.1 ?
Fui resolver um problema de sistema e me deparei com um problema de áudio em um programa ao vivo. Os técnicos do Headend não conseguiam equilibrar o áudio que era entregue para a modulação. Apesar dos muitos ajustes do compressor, não conseguiam ajustar a qualidade do áudio e o cliente só reclamava.
Fui analisar o programa e descobri que no pequeno estúdio, haviam três microfones de lapela abertos e mal posicionados nos apresentadores.
Conversando com os operadores, descobri que o controle de trim ( ganho de entrada) da mesa de áudio, estava muito alto, assim os faders individuais e o do máster estavam sendo subutilizados, muito baixos. Desta maneira, toda vez que os apresentadores se entusiasmavam, ocorria um over no canal, que era compensado no fader e não no trim.
Estavam tentando tirar este erro, no compressor antes da modulação do sinal.
Deve-se sempre observar que a operação com microfones de lapela, geralmente omnidirecionais, exige uma atenção especial. Se for um programa jornalístico, onde o tom de voz sempre é moderado, o ganho de trim exige menos cuidado, pois o vazamento entre eles não é tão crítico. Já em outros, a proximidade dos usuários e a mudança dos tons de voz vão ocasionar diversos problemas de vazamento, além da influência da acústica do ambiente. Assim trabalhamos com um trim moderado e o operador deve estar completamente focado no áudio, não deixando os faders abandonados e de preferência com um bom fone de ouvido ou um bom monitor de áudio.
Outro cuidado a se observar, é que se vc estiver utilizando um lapela que trabalhe com pilhas, por exemplo um Sony da família dos ECM, a carga delas irá influenciar no desempenho do microfone.
Não despreze o áudio. Se apanhamos em fazer um áudio estéreo, imagine quando fizermos um 5.1 ou 7.1 ?
Assinar:
Postagens (Atom)
